MAIOR RENDA DO ANO É COM A VENDA DE PINHÃO
Em 2007 e 2008, com o dinheiro obtido pela venda do pinhão, seu Juca chegou a comprar um pequeno caminhão e também um trator financiado, que ele está pagando as prestações. Jaison, que sobe nas árvores para derrubar as pinhas (um trabalho extremamente difícil e perigoso), explica que a safra de pinhão obecede um ciclo de quatro anos. No primeiro ano a safra é muito boa. Nos dois anos seguintes a produção também é boa, mas menor. E no quarto ano (2009) a produção é muito pequena. Num pinheiro onde se colheu no ano passado cerca de 40 pinhas, neste ano colhe-se 10 ou 12, no máximo. "Mas isso acontece desde que eu me conheço por gente", explicou seu Juca. Eles vendem sua produção para um atravessador que vem de Santo Amaro da Imperatriz e leva os pinhões para vender naquela cidade. Em média, estão recebendo neste ano R$ 1,30 ao KG. No ano passado, com a safra bem maior, o pinhão foi vendido a R$ 2,00. "O problema é que neste ano ainda não deu frio, o que reduz o consumo", ensinou seu Juca.PROJETO KAYUVÁ BUSCA MAIOR VALORIZAÇÃO DO PINHÃO
O Instituto Pereté, uma ONG que atua com Desenvolvimento Sustentável, com outras parcerias como o CAV, desenvolve o projeto Pinhão Kayuvá (o pinhão que é colhido mais tardiamente, que tem melhor sabor e também mais graúdo). O objetivo é valorizar mais o produto, seus produtores e principalmente agregar maior valor na cadeia produtiva (inclusive criando marcas e embalagens específicas de determinados tipos de pinhão). Em Lages, vai ser realizada nos próximos dias a segunda maior festa de Santa Catarina, a Festa Nacional do Pinhão. "E infelizmente, por uma série de motivos, parece que os produtores de pinhão ficaram esquecidos no nosso maior evento", lembrou Guilherme Floriani.
DOSE DUPLA ESPECIAL COM SEU JUCA BILUCA

Aproveitando a visita, fizemos um programa Dose Dupla especial na propriedade do Sr. Juca Biluca. O programa vai ao ar pelo canal 21 da NET Lages, Nova Era TV, a partir da próxima semana. No primeiro bloco, entrevistamos seu Juca e o filho Jaison. No segundo bloco, falamos com o professor Ezer Dias de Oliveira Júnior (do curso de Engenharia Florestal do CAV), com participação do estudante Róbson. E no terceiro e último bloco conversamos com o engenheiro Florestal Guilherme Floriani (Instituto Ipereté e Projeto Pinhão Kayuvá). Para quem adora araucárias e pinhão, como eu, um dia inesquecível. Quem perdeu foi o colega Barão, do Dose Dupla, que não pôde estar presente.
Loreno Siega
20-05-2009

Excelente reportagem, faltou falar da calorosa acolhida e do almoço.
ResponderExcluirabraços