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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

BOM JARDIM RECEBERÁ INVESTIMENTOS DE R$ 515 MILHÕES EM ENERGIA EÓLICA

Prefeito Macari e outras autoridades da mesa

Agora não tem mais volta. As obras de implantação de quatro conjuntos de parques eólicos em Bom Jardim da Serra e de mais seis em Água Doce, em Santa Catarina, iniciam em março deste ano. E o prazo para que comecem a operar e a gerar energia é dezembro deste ano. A decisão foi anunciada no início da tarde desta quinta-feira (21/01), no Hotel Majestic, em Florianópolis, quando foram assinados os contratos de financiamento entre a Caixa Econômica Federal e a empresa Indústria Metalúrgica Pescarmona S.A. – IMPSA – com sede na Argentina, atuação em mais de 40 países e que atua no Brasil há mais de 20 anos. Os recursos que a CEF vai disponibilizar têm origem no BNDES – Finame de longo prazo - e integram o Programa de Incentivo a Fontes Alternativas – PROINFA.

R$ 1 BILHÃO E 258 MILHÕES EM INVESTIMENTOS

O conjunto total dos investimentos na implantação dos 10 parques eólicos - com 148 aerogeradores (sendo 61 torres em Bom Jardim ) representa investimentos diretos de R$ 1 bilhão e 258 milhões, sendo que deste montante a CEF financiou R$ 837,8 milhões (o restante é capital próprio da empresa IMPSA). Em Bom Jardim da Serra o investimento total chegará a R$ 515 milhões, com mais 743 milhões em Água Doce. O conjunto de parques eólicos da IMPSA a serem instalados em Santa Catarina representa o maior complexo de geração de energia eólica da América Latina e um dos maiores do mundo. Terá uma potência instalada de 222 MW, equivalente ao consumo de energia elétrica de uma cidade com 900 mil habitantes.

AUTORIDADES PRESENTES

Compareceram ao ato o Diretor Geral da IMPSA, Luís Pescarmona (que integra a quarta geração do fundador da empresa familiar – um grupo de Mendoza – Argentina – com mais de 100 anos de existência), acompanhado pelo Vice-Presidente da empresa, Juan Carlos Fernández. Representando o Governo do Estado esteve assinando o contrato o Secretário de Articulação Internacional, Vinícius Lumertz. Pela CEF estiveram vários representantes, em missão delegada ao Superintendente Nacional de Saneamento e Infra-Estrutura, Rogério de Paula Tavares. Compareceram ainda os prefeitos de Bom Jardim da Serra, Rivaldo Macari (que levou o vice-prefeito Hilton e quase todos os secretários municipais) e o prefeito em exercício de Água Doce, Clair Gemelli (com equipe), os senadores Neuto de Conto e Ideli Salvatti, o deputado federal Paulo Afonso Vieira, além de inúmeras outras autoridades federais, estaduais e regionais.

"APAGANDO INCÊNDIO POLÍTICO"

Embora estivesse sendo aguardado no evento pelo protocolo - que atrasou 1 hora e meia para aguardar sua possível chegada - o governador Luiz Henrique da Silveira mandou representante no ato (o que desagradou algumas autoridades). Com viagem marcada para a Europa (Itália e França), LHS teve de "apagar um incêndio político urgente de última hora", segundo Vinícius Lummertz, o que não permitiu que estivesse presente em evento tão singular e importante para Santa Catarina. Que "incêndio"seria esse? Tem a ver com algum tucano chamuscado?

NOVA REALIDADE PARA BOM JARDIM DA SERRA

Luís Pescarmona - Diretor Geral da IMPSA

De acordo com Luís Pescarmona, Diretor Geral da IMPSA, durante a construção dos parques eólicos em Santa Catarina serão gerados 1.200 empregos diretos (sendo mais de 500 em Bom Jardim da Serra). E depois das torres implantadas e do início da geração, a partir do início do próximo ano, serão pelo menos 120 empregos altamente especializados (cerca de 50 em Bom Jardim). Ele explicou que a IMPSA “veio para ficar por muito tempo em Santa Catarina e nos municípios escolhidos para sediar os investimentos. Por isso mesmo, queremos ser amigos e parceiros destas comunidades, estabelecendo uma política de respeito, cooperação e de muita ajuda mútua”, argumentou.
MACARI ERA SÓ ALEGRIA

Macari e o vice Hilton com equipe de secretários

Extremamente feliz com o anúncio, agora confirmado, o prefeito de Bom Jardim da Serra, Rivaldo Macari, destacou: “Temos esperado muitos anos por este momento. Essa obra é a projeção de um tempo promissor para nossa gente. Em um período em que se fala muito em aquecimento global e necessidade de diminuição da pressão sobre o meio ambiente, vamos receber o maior investimento da América Latina na geração de uma energia extremamente limpa e ecologicamente correta”, enumerou. Macari lembrou ainda aspectos da economia do município, que “vai viver uma nova realidade a partir de agora”, enfatizou.

INCREMENTO NAS RECEITAS DE BOM JARDIM

Apenas com o Imposto Sobre Serviços (ISS), recursos que terão de ser pagos pela IMPSA à Prefeitura local, a arrecadação de Bom Jardim da Serra será de pelo menos R$ 10 milhões (4% sobre pelo menos metade dos investimentos - Detalhe: hoje a arrecadação anual de Bom Jardim é de R$ 4 milhões por ano). Além disso, serão pelo menos mais R$ 5 milhões que a IMPSA terá de destinar como compensação ambiental (1% do investimento). Sem falar no incremento na geração de ICMS, com retorno de 25% para o município. “Hoje Bom Jardim arrecada algo em torno de R$ 100 mil mensais com retorno de ICMS. Pelos nossos cálculos, esse valor vai ser de pelo menos R$ 250 mil quando o parque eólico estiver gerando energia com sua capacidade máxima”, explicou o prefeito.

AUSÊNCIAS EM EVENTO TÃO SINGULAR


Roberto Amaral, da ACIL, um dos poucos serranos presentes

Em evento tão significativo para Bom Jardim da Serra, para Santa Catarina e para a região da Serra Catarinense, os serranos Raimundo Colombo (senador) e Elizeu Mattos (líder do Governo na AL) não deram as caras. O mesmo aconteceu com o deputado federal Fernando Coruja, com Ivan Ranzolin (presidente da SC-Gás), com Antônio Ceron (Secretaria de Estado da Agricultura), Carmen Zanotto (Secretaria de Estado da Saúde) e com o presidente da Amures e prefeito de Lages, Renatinho, só para citar alguns de nossos maiores representantes. Os únicos serranos a prestigiaram tão importante evento foram o prefeito Macari (e sua equipe, de Bom Jardim), além do presidente da ACIL, Roberto Amaral. Um lapso, desleixo, descuido ou pouco caso, para dizer o mínimo. Será que não foram convidados?
Loreno Siega - Revista Expressiva

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