Mais uma reunião na tarde de hoje, na ACIL, tentando buscar uma solução acerca do "imbróglio" dos serviços de urgência e emergência prestados pelo Hospital Nossa Senhora dos Prazeres. Se o Estado ou os municípios não colocarem mais dinheiro para melhorar e cobrir os custos do serviço, o hospital já avisou que dia 20 de março estará desativando esses serviços, o que seria uma trajédia para a cidade e região.COMISSÃO DE ACOMPANHAMENTO
A comissão integrada pelo MPF (procurador Dr. Nazareno), Município (Juliano Polese - Secretário de Saúde), Estado (Secretária Carmem Zanotto), Corpo Clínico do Hospital (Dr. Paulo Duarte Filho), Direção do Hospital (Canísio Isidoro Walkelmann), Câmara de Vereadores (vereadora Aidamar Seminotti Hoffer) e ACIL (Presidente Roberto Amaral) reuniu-se hoje à tarde, na ACIL. Na pauta, a tentativa de ajudar na busca de uma solução, de preferência definitiva para o problema.
SITUAÇÃO DE INTRANQUILIDADE
Roberto Amaral disse na reunião que enquanto cidadão e enquanto liderança da cidade sente-se ou sentiu-se várias vezes no fio da navalha pelas diversas ameaças do hospital que volta e meia anuncia o fechamento do serviço. "É uma situação de insegurança, intranquilidade e preocupação que isso gera em todas as pessoas, o que não pode continuar", enfatizou. "Temos de encontrar uma saída que não seja paliativa. Mas que leve em conta as necessidades de Lages e dos municípios da região. Se não der mais para a emergência ficar com o HNSP, que seja encontrada outra alternativa, inclusive fazendo o patrimônio daquele hospital voltar para o domínio público, o que já era antes de 1994", denfeu Dr. Nazareno.
CARMEM DEFENDE O ENTENDIMENTO

Diplomática, e extremamente objetiva, a Secretária de Estado da Saúde, Carmem Zanotto, disse que o Estado está buscando aprofundar as questões técnicas com a Direção do Hospital, com o município e também com o coletivo dos Secretários Municipais de Saúde da região para que o problema seja equacionado o mais rápido possível. "Posso assegurar que Lages e a região não ficarão sem esse serviço. Se a emergência for fechada no HNSP, teremos uma alternativa no dia seguinte. Mas estamos fazendo um encontro de contas envolvendo o município, Estado e o Hospital. E acredito que a solução está bastante adiantada e vai acontecer", disse. "O que não se pode é trabalhar com um valor a cada dia, com um monte de exigências a cada dia. Vamos ver exatamente o que cabe a cada parte e se os acordos e exigências estão sendo cumpridos. E buscaremos uma solução", defendeu.
Loreno Siega - Revista Expressiva
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