Foram quase cinco horas de navegação da ponte da BR-116, na divisa de Santa Catarina e o Rio Grande do Sul, até a localidade de Macaco Branco, no entroncamento dos municípios de Anita Garibaldi, Cerro Negro e Pinhal da Serra.
A expedição reuniu seis embarcações de médio porte, sendo que uma foi cedida pela Baesa. Um grupo de apoio seguiu por terra com parte das bagagens e mantimentos. A viagem dos barcos se estendeu num percurso de mais de 160 quilômetros monitorado por GPS e registrado com fotografias e filmagens. O acampamento para pernoite foi montado cerca de 14 quilômetros antes da barragem.
O passeio foi o primeiro em seis anos, desde a formação do lago da usina e segundo o prefeito de Capão Alto e presidente da Agência de Desenvolvimento da Região dos Lagos (Adrel), Antônio Coelho Lopes Júnior, foi uma experiência singular. “Pudemos verificar de perto a conservação dos recursos florestais das margens do lago.
Mais de 63% daquela superfície está recoberta por matas nativas e nos 37% restantes também estão incluídos áreas de campos. As condições topográficas são desfavoráveis à retirada de madeiras e à exploração agropecuária, o que é bom para manter preservado aquele santuário natural”, comentou.
Ao todo, mais de 30 pessoas se juntaram no acampamento para confraternizar o sucesso da expedição. Para o prefeito de Anita Garibaldi, Roberto Marin, a experiência superou todas as expectativas. “Navegar no lago do Pelotas é diferente de visualizar de longe ou sobrevoar a região. Estando no lago se percebe o potencial turístico de dentro para fora. É isso que devemos mostrar aos investidores”, comentou.
Para o prefeito de Bom Jesus, José Paulo de Almeida, outras expedições devem ser realizadas para divulgar o lago e atrair investidores. “Tão importante quanto preservar esta natureza é atrair empreendedores para desenvolver este potencial que está adormecido”, defende
Monitoramento semanal no reservatório do lago
A composição e a estrutura da fauna da região do entorno do reservatório de Barra Grande são uma das mais conservadas entre as hidrelétricas ao longo do Pelotas. Foi o que constatou o grupo de pessoas que participou da expedição.
O controle e o monitoramento das matas ciliares realizado pela Baesa permanentemente, refletem o estado de conservação da vegetação. Os levantamentos existentes mostram que continua expressiva e diversificada a presença de répteis, anfíbios, mamíferos, aves e peixes.
O vale do rio Pelotas é encaixado e o acesso humano é difícil, o que contribui para sua boa preservação.
Uma vez por semana, uma embarcação com fiscal contratado pela Baesa percorre o lago em busca de desmatamentos e queimadas. Em qualquer eventualidade é acionada a Polícia Ambiental e os órgãos fiscalizadores para intervir. Este trabalho e muita conscientização têm garantido a preservação do local.
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