O projeto prevê, do início da BR-282, três pistas derolamento em cada sentido. Quando estiver mais próximo do Centro, terá duas,até afunilar na pista única de entrada para a rua Correia Pinto. A avenida vaicontar com passeios e ciclovia para melhoria da mobilidade urbana.
Propriedades entre a BR-282 e o rio Passo Fundo deverão ser atingidas pela obra
A principal dúvida da comunidade da Duque reside no fato deter sua propriedade atingida pela obra, ter uma calçada ou um muro destruído,ou mesmo, ter seu imóvel desapropriado. Segundo Arnaldo Moraes, somente noprimeiro trecho, entre a 282 e a galeria do rio Passo Fundo, alguns imóveisdevem ser atingidos. “Cada caso será conversado com o proprietário, negociado,indenizado. É uma obra de interesse público, mas vai ter a contrapartida daPrefeitura em situações como esta”, disse o secretário.
Já a atual galeria sobre o rio Passo Fundo deve ser alargadapara comportar o aumento da pista. No entanto, nenhuma mudança será feita nestemomento para ampliar a vazão do local. “Está questão está em estudos, e oalargamento do rio pode ser feito ao longo prazo. Outra possibilidade é trocara galeria por uma ponte, o que diminuiria o risco de transbordamento”, comentouo arquiteto responsável pela obra, Gastão Carsten.
Questionado sobre a possibilidade da implantação da rede deenergia elétrica subterrânea, Arnaldo argumentou que a vontade existia, mas queo custo orçado pelas Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) seria de R$10 milhões (quase duas vezes o valor de toda a remodelação), o que inviabilizao processo.
Flaubert Zanetti tranquilizou parte dos presentes ao afirmarque os reparos a serem feitos deverão acontecer à medida que a obra avançar, ouseja, não deverão ficar buracos para serem fechados, nem calçadas para seremreparadas posteriormente.
Comunidade está mais aliviada
O empresário Elói Ampessan Filho, que solicitou aosvereadores esta reunião com o Executivo, disse que a comunidade do entorno daDuque não é contra a melhoria e o crescimento da cidade, mas que o medo e ainsegurança gerada pela obra merecia um esclarecimento. “Pelo que sabemos,desde 2009 o projeto vem sendo discutido, mas só agora, aos 47 do 2º tempo, foidado aos moradores e empresários da avenida uma notificação. Mas esta nãodemonstra o que nós, como proprietários, poderíamos sofrer”. Para ele, areunião foi importante porque o Executivo se comprometeu a elucidar sobre as intervenções que serão feitas caso a caso.
O presidente do Legislativo Lageano, Anilton Freitas,comentou que a reunião foi esclarecedora. “Foi importante, apesar de meiotardia. Mas, como diz o ditado, antes tarde do que nunca. Dá tempo de consertarmuita coisa”.
Fotos: Elisandra Pandini
Everton Gregório - Jornalista - Câmarade Vereadores de Lages
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