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terça-feira, 12 de maio de 2009

PIOR DA CRISE JÁ PASSOU NO BRASIL, DIZ PRESIDENTE DA CNDL EM LAGES

Roque Pellizzaro (CNDL), Eduardo Cócaro (RBS-TV), Beth Neves (CDL) e Roberto Amaral (ACIL)

Dentro do projeto denominado “Encontro de Idéias”, uma iniciativa conjunta da RBS-TV Centro Oeste, CDL e ACIL, esteve em Lages proferindo palestra nesta segunda-feira à noite (11/05) o presidente da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Pellizzaro Júnior, empresário, advogado e economista. O evento foi realizado no auditório da CDL de Lages e contou com as presenças do presidente da entidade anfitriã (CDL), Maria Elizabeth Medeiros Neves; presidente da ACIL, Roberto Amaral; gerente executivo da RBS-TV Centro Oeste, Eduardo Cócaro, além de um grande número de empresários(as) e estudantes universitários.

A ECONOMIA, O VAREJO E A CRISE EM 2009
Roque Pellizzaro, que é empresário em Curitibanos, cidade na qual foi presidente da CDL local por três mandatos, além de duas vezes presidente da FCDL/SC, abordou o tema “A Economia, o Varejo e a Crise em 2009”. Apresentando dados comparativos entre o que aconteceu e está acontecendo com a economia dos Estados Unidos, Europa e Brasil – em função da crise econômica mundial - Pellizzaro deixou claro que “no Brasil o pior já passou”, disse. “O mundo desenvolvido vive uma fase muito difícil, com recessão na maioria dos países. O crescimento médio do mundo desenvolvido, cujas projeções antes da crise apontavam um crescimento do PIB mundial na faixa de 3,5%, deverá crescer no máximo 1,3% em 2009”, enfatizou.

"VAMOS CRESCER POUCO. MAS CRESCER..."

No Brasil, segundo Pellizzaro, os indicadores da economia sinalizam para um equilíbrio da situação a partir do mês de março deste ano. “Em dezembro tivemos uma queda muito grande no número de empregos formais, um indicador muito forte da crise, com o fechamento de quase 700 mil vagas de trabalho em todo o país. Felizmente a partir de fevereiro esses indicadores foram sendo revertidos, com novas contratações. E hoje o país já recuperou esses empregos e até apresenta um número pequeno mas positivo em termos de emprego. Ou seja, hoje já tem mais gente empregada do que aqueles quase 700 mil que haviam sido demitidos”, lembrou. "Vamos crescer pouco. Mas crescer. Nos Estados Unidos e na Europa haverá recessão e deflação, o que é péssimo", comparou.

FATORES QUE AJUDARAM A DEBELAR A CRISE
Segundo Roque, essa recuperação da economia no Brasil (ainda lenta), deve-se a um conjunto de fatores, que compreende: sistema bancário brasileiro diferenciado (bancos de abrangência nacional, diversas regulações promovidas pelo Banco Central, etc), varejo bastante pulverizado (nos Estados Unidos a concentração do varejo é muito forte), acesso ao crédito com mais opções (nos países desenvolvidos isso não acontece) e medidas de emergência tomadas no tempo certo pelo Governo (redução do IPI para veículos novos, redução do IPI para a linha branca de eletrodomésticos, redução nas taxas de juros e fortes investimentos públicos em obras de infra-estrutura).

Loreno Siega
12-05-2009

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