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quinta-feira, 12 de julho de 2012

H1N1: Bancada de SC vai ao Ministério da Saúde


A pedido de Carmen Zanotto, Fórum Parlamentar Catarinense se reúne com Secretária de Vigilância da Saúde do MS e pede antecipação de calendário vacinal para os estados do sul

   Brasília-DF - O Ministério da Saúde (MS) apresentou dados detalhados sobre o perfil das vítimas fatais da chamada gripe A, causada pelo vírus H1N1, no estado de Santa Catarina. O estado, segundo o último relatório da Vigilância Epidemiológica do Estado (Dive), contabiliza 600 casos confirmados de contaminação por H1N1 e 47 óbitos em decorrência da doença. A divulgação do estudo aconteceu em audiência do Fórum Parlamentar Catarinense com a secretária de vigilância do Ministério da Saúde, Sônia Brito, nesta quarta-feira (11), em Brasília.
   Os dados revelam que o intervalo entre os primeiros sintomas e o início do tratamento medicamentoso tem sido, em média, três vezes maior que o prazo recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de 48 horas. A secretária explicou que a vacinação deve ser apenas um dos instrumentos no conjunto de ações preventivas contra a doença, entre elas a medicação e internação em tempo hábil. A deputada federal Carmen Zanotto (PPS), ex-secretária de estado da Saúde, ressaltou a importância da elaboração de campanhas educativas, tanto para a chamada "etiqueta da gripe" quanto para esclarecer sobre a importância do início do tratamento medicamentoso em tempo hábil. Para Carmen, o ministério da Saúde também precisa considerar a ampliação do alcance da vacinação. "Sobretudo entre crianças de 0 a 6 anos, mas também avançar nos demais grupos etários", destacou.
   “A população precisa ser orientada sobre a importância da prática da ‘etiqueta da gripe’, que é a utilização de lenços para conter os espirros, do álcool em gel para assepsia das mãos, entre outras medidas. Para isso, campanhas educativas são fundamentais”, disse Carmen.
   A deputada também alertou para a necessidade da antecipação das campanhas de vacinação nos estados do sul, devido ao inverno mais longo e severo. A extensão desta antecipação esbarra, porém, em um empecilho técnico. De acordo com o diretor Departamento de Vigilância Epidemiológica do ministério, Claudio Maierovitch, as vacinas só podem ser produzidas pelos laboratórios, após autorização da OMS que determina qual variação do vírus será utilizada para a produção das vacinas. Esta definição é baseada no ciclo do vírus do ano anterior.
   “Ou seja, é preciso esperar a identificação do vírus que circula hoje para que sua produção seja liberada pela OMS. Esta regra internacional é o que delimita nossa capacidade de antecipação. No ano passado, esta definição foi divulgada em setembro”, justificou.
   Também participaram da audiência os deputados Décio Lima (PT), coordenador do Fórum; Ronaldo Benedet (PMDB); Celso Maldaner (PMDB) e Luci Choinack (PT). Além do deputado federal pelo Rio Grande do Sul, Luis Carlos Heinze (PP).

Renato Nunes
Assessoria de Comunicação
Deputada federal Carmen Zanotto

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