A Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) realiza entre os dias 23 e 27 de julho os minicursos da cultura da pereira e a 4ª Reunião Técnica da Cultura da Pereira, que acontecerão no Centro de Ciências Agroveterinárias (CAV), em Lages. “O objetivo dos eventos é de promover a interação entre as entidades de pesquisa, o ensino e o setor privado, possibilitando a elaboração de propostas viáveis para o desenvolvimento da cultura de forma sustentável”, afirma o organizador do evento José Luiz Marcon Filho.
Os minicursos trarão temas como nutrição mineral de pereira, manejo pós-colheita para as principais cultivares de pereira europeia, manejo de pomares de pereira Rocha, sistema de condução para a cultura da pereira. Os temas serão abordados por pesquisadores internacionais como os italianos Maurizio Farina e Bruno Marangoni, este último da Universidade de Bologna, na Itália, e Terence Lee Robinson, da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos.
Já a reunião técnica contará com mesas redondas e sete palestras que acontecerão nos dias 26 e 27 de julho. Entre os temas estão o sistema de condução para a cultura da pereira, produção de pera no Vale São Francisco e polinização e indução de partenocarpia de pereira. As palestras também serão ministradas pelos italianos Maurizio Farina e Bruno Marangoni, por Terence Lee Robinson, além de Rui Maia de Souza, de Portugal e de Biane de Castro da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Os eventos estão sendo organizados pelo grupo de fruticultura da Udesc, com apoio da Secretaria de Desenvolvimento Regional de Lages, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), com coordenação dos professores Leo Rufato e Aike Anneliese Kretzschmar. “Produtores e empresários do setor frutícola, além de pesquisadores, técnicos e estudantes, são o público-alvo dos eventos”, acrescenta José Luiz Marcon Filho, integrante da comissão organizadora dos dois eventos.
A perspectiva é que para a reunião técnica da pereira 400 pessoas estejam presentes, entre produtores, pesquisadores, técnicos e estudantes de graduação e pós-graduação. “As sete palestras apresentam assuntos de importância estratégica para o desenvolvimento da cultura da pereira no país, além disso, o evento promoverá mesas redondas, bem como demonstrações das principais práticas de manejo à campo”, afirma Marcon.
Inscrições
Para participar dos dois eventos, os interessados devem se inscrever por meio do site, preenchendo a ficha de inscrição e enviando o comprovante de pagamento dos mesmos, que deverá ser efetuado através de depósito no Banco do Brasil, agência 5215-9, Conta Corrente nº 350066-7. Para os minicursos o valor é de R$ 600, o qual inclui todo o material, as refeições nos três dias e a participação na 4ª Reunião Técnica da Cultura da Pereira. Já para participar somente da reunião técnica estudantes pagam R$ 45 e público em geral R$ 60, e não há limites de vagas. Para os minicursos há 30 vagas. Mais informações acesse o site da Fruticultura/Udesc.
A cultura da pereira no Brasil
De acordo com José Luiz Marcon Filho, no Brasil, apesar do grande mercado interno, a pereira não se destaca entre as espécies frutíferas de maior expressão. “O cultivo de pereira no Brasil ainda não é suficiente para suprir a demanda por esta fruta, sendo que anualmente são consumidas 150 mil toneladas de peras. A região sul do Brasil, principalmente as regiões serranas dos estados de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul têm potencial para o cultivo”, diz Marcon Filho.
Embora tenha havido algumas iniciativas para o plantio da pera europeia em Santa Catarina, a cultura não evoluiu nos últimos 15 anos. Isso se deve, segundo Marcon, “pois as cultivares utilizadas não se adaptaram satisfatoriamente às condições edafoclimáticas da região e o cultivo em escala comercial de peras da alta qualidade continua ainda incipiente”, finaliza José Luiz Marcon Filho.
Informações adicionais: Heloíse Guesser
Fundação Universidade do Estado de SC

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