O segundo dia de seminários programados pelo SEBRAE em Lages na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia teve uma boa presença de público. A sala vip da ACIL, lugar onde aconteceram as duas palestras sobre “Design”, ênfase em Marcas e Comunicação Visual (importância das marcas e como registrar uma marca), na noite desta terça-feira (22/10) ficou lotada.
A diferença entre logotipo, símbolo, como pensar na marca do empreendimento/produto que o empresário pretende lançar no mercado foram algumas explanações feitas pelo designer Fernando Laske, de Florianópolis. Ele explicou que uma marca pode ser formada apenas por um símbolo e deu o exemplo da Adidas, antes representada com o símbolo dos três riscos e o nome embaixo. Atualmente deixou-se de lado o nome e é só usado o símbolo. “Isso entra na cabeça das pessoas e não há mais a necessidade de nomear. Os clientes que verem um tênis com os três riscos automaticamente sabem qual a marca do produto”, explica.
Falando sobre símbolos, Fernando descreveu que há três tipos: o pictograma (que representa o produto ou algo relacionado a ele), o fonograma (simula a letra inicial do logotipo) e o ideograma (símbolo abstrato, sem significado aparente). Na década de 80 as marcas consolidaram seu valor e hoje são mais importantes que os produtos. “Quem for abrir uma empresa, precisa pensar na marca. Ela é a porta de entrada, a identificação. Muitos me perguntam como vou fazer isso? É fácil: avalie a concorrência, crie uma personalidade (tenha um propósito), cuide das cores (o ideal é não mais que duas, usando contrastes quentes e frios). O símbolo deve ser o mais simples possível (ajuda na memorização e traz referência) e o nome deve ser curto (que tenha relação com o produto)”, indica Fernando.
A segurança da marca
Quando se pensa em uma marca, é preciso levar em conta alguns fatores: concorrência (se há nomes iguais ou parecidos com o que foi pensado) e que é preciso registrá-la. O especialista em propriedade intelectual, Tiago Pisetta, segundo palestrante, destacou que a marca é um produto intangível, não é palpável, mas deve ser protegida e há meios para isso. Primeiro o empresário deve entrar com pedido de registro. Leva em torno de dois anos, pois segundo Tiago, são 400 mil pedidos para apenas 60 pessoas trabalhando. Mas não quer dizer que a pessoa precisa ficar parada até que o registro seja aprovado.
As chances de perder a marca (quando há uma pesquisa de mercado antes) são pequenas, mas existem. Tiago destaca que se dois empresários tiverem a mesma marca, o que ganhará a causa será o que estiver usando há mais tempo. Outro risco que o empreendedor pode correr, é se a marca for muito semelhante ou se o símbolo for parecido com outra marca existente. Por exemplo, existe a marca Smirnoff (bebidas destiladas), teve um empresário que tentou registrar Sbarinorff, além dos nomes se assemelharem o formato da letra era idêntico. Ele teve todos os produtos confiscados e a marca circulou um curto espaço de tempo pelos estabelecimentos comerciais.
Sinergia Serv. Fotográficos Ltda
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