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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Secretaria da Agricultura e da Pesca e Instituto Cepa mantêm previsão de boa safra em 2014

 
A Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, por meio do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola - Epagri/Cepa, divulgou nesta terça-feira, 11, um relatório da situação das principais lavouras de verão. Em Santa Catarina, essas lavouras, de modo geral, foram beneficiadas pelo comportamento do clima, durante o período de desenvolvimento vegetativo. O volume de chuvas foi suficiente para garantir um crescimento vigoroso das plantas. A partir de meados de janeiro, no entanto, o volume das chuvas foi menor em todas as regiões, com precipitações rápidas e localizadas, típicas de verão.
Este fato associado a forte insolação e calor reduz muito a disponibilidade de água no solo, causando estresse nas plantas e consequentemente prejudicando o desenvolvimento das mesmas, especialmente as lavouras plantadas mais tarde. Com as altas temperaturas os animais também se alimentam menos e reduzem seu crescimento e sua produção. Apesar disso, a expectativa ainda é de que se confirme a previsão de colheita de uma boa safra, inclusive, em algumas regiões há possibilidade das produtividades médias ultrapassarem a estimativa inicial, principalmente, para as lavouras plantadas mais cedo, cuja produtividade já estava consolidada antes da estiagem e do calor registrado no estado.
Em diversos municípios, principalmente do Extremo Oeste, o transporte de água para o abastecimento de granjas de aves, suínos e leite está sendo feito pelos produtores com apoio das prefeituras, o que está acarretando custos elevados.

Milho

Considerando que os produtores catarinenses estão optando por variedades de ciclo mais curto e com base na distribuição do plantio, segundo as estimativas do Epagri-Cepa são de que cerca de 80% da área cultivada esteja na fase de maturação avançada, período em que o calor e a deficiência hídrica pouco interfere na produtividade. Os 20% ainda vulneráveis, aproximadamente 6% (milho do tarde) poderá ter perda mais representativa, se não chover nos próximos dias. Estas perdas irão se agravando até que chova abundantemente e de forma generalizada em todo o Estado.
Aproximadamente 5% da área plantada foi colhida até a primeira semana de fevereiro e as produtividades médias registradas estão acima da média estimada inicialmente. A estimativa do Epagri-Cepa para a safra do cereal aponta para uma produtividade média levemente superior a expectativa inicial de 6.886 kg/ha. Caso as estimativas se confirmem, a produção total de milho grão em Santa Catarina, em 2014, alcançará 3,3 milhões de toneladas.

Soja
 
O plantio da soja se concentra no período entre meados de outubro e a primeira semana de dezembro, por isso as condições climáticas no mês de janeiro é muito importante para o desenvolvimento desta cultura. Grande parte da área cultivada está na fase de floração e formação do grão neste mês. O calor excessivo e a deficiência hídrica neste período são indesejáveis e deverão causar perdas na produção. Felizmente a falta de chuva não é generalizada e as lavouras estão bem formadas, além disso, a cultura tem um poder de recuperação muito bom, caso chova nos próximos dias.
Na fase inicial de desenvolvimento da lavoura era esperado um rendimento médio de 3.171 kg/ha, 1,6% superior ao rendimento médio do ano anterior. Na primeira semana de fevereiro, a expectativa é de quebra na produtividade, preliminarmente, estimada em cerca de 3.000 kg/ha, configurando uma perda relativa ao redor de 5%. Com isso, a produção total da oleaginosa deverá ser de aproximadamente 1,63 milhão de toneladas.

Feijão
 
A metade da safra catarinense de feijão (1ª. safra) já foi colhida. Na maior parte do Estado a colheita já foi encerrada, contudo, na região com maior produção – Meio Oeste Catarinense – a colheita ainda está no início. O clima dos últimos meses impactou de maneira diversa o desenvolvimento da leguminosa, mas, no geral pode-se afirmar que o excesso de chuvas no início do plantio e a seca na fase de floração prejudicou bastante a qualidade do produto, bem como o rendimento médio de algumas lavouras. No Alto Vale do Itajaí, por exemplo, as perdas chegam a 40%.
Nas regiões do Extremo Oeste e Oeste Catarinense o plantio do feijão safrinha já foi iniciado, embora as altas temperaturas e a falta de chuva venham atrasando esta atividade, bem como o desenvolvimento das áreas que foram plantadas. O maior problema para os agricultores é o preço do produto, que está bastante ruim, principalmente para o feijão carioca, que apresenta uma queda de 56% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Maçã

 
A colheita dos cultivares precoces: Royal, Eva e Condessa já está concluída. As atenções, no momento, se voltam para o cultivar Gala que está apenas iniciando essa atividade. A maçã possui raízes profundas e não sofre tanto com a estiagem. Observa-se em todas as regiões produtoras que os frutos colhidos são de boa qualidade e de calibres maiores, com a expectativa de preços melhores para o produto dessa safra.


Hortaliças

 
A maioria das hortaliças, especialmente as foliosas e as brássicas (couve flor, brócolis, repolho, entre outras) são espécies pouco resistentes ao calor. A época de produção mais apropriada para as mesmas vai de abril a novembro. No entanto, algumas variedades são mais resistentes e produzem também nos meses mais quentes.
Nestes casos é imprescindível o uso de irrigação e, também, um sistema de proteção contra a excessiva radiação solar, mesmo assim é difícil produzir. Devido ao elevado custo do investimento muitos produtores ficam impossibilitados de produzir nos meses mais quentes. Aqueles produtores que assumem risco e plantam fora das condições adequadas, tem grande probabilidade de terem prejuízos, decorrentes dos atuais fatores climáticos.

Leite
 
O crescimento das pastagens reduz substancialmente com o calor intenso e baixa umidade no solo, porém a recuperação é muito rápida depois da chuva. Neste caso, as chuvas típicas de verão, embora localizadas, tem mantido a qualidade da forragem condições relativamente boas. Mas, o calor incomoda os animais alterando a rotina dos mesmos, fato que implica na redução da produção. A estimativa do Epagri-Cepa aponta para uma diminuição da produção de leite, em Santa Catarina, entre 4 e 7% no mês de janeiro.
Neste mês, a redução deverá ocorrer novamente e de forma mais intensa. Historicamente a produção de leite entregue às indústrias, começa reduzir a partir do mês de fevereiro. Particularmente neste ano, caso as atuais condições climáticas perdurem, a queda da produção comercial poderá chegar a 10%, em relação ao mês anterior.

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