Câmara age frente ao temporal que atingiu Lages
O temporal de granizo que assolou o município no dia 13 de outubro motivou cinco documentos legislativos da Câmara de Vereadores na sessão desta segunda-feira (20). Como a maior parte das residências e comércios de Lages foi atingida, assim como mais de dez mil veículos, tal incidente gerou iniciativas imediatas dos vereadores.
O pagamento antecipado do 13º salário aos servidores públicos que tiveram suas casas danificadas pela forte chuva foi o objetivo da moção 236/2014, apresentada por Adilson Appolinário (PROS), e da indicação 1.259, do edil Marcius Machado (PR), ambas direcionadas ao prefeito Elizeu Mattos (PMDB). Tal método já está sendo aplicado na iniciativa privada.
A situação das famílias atingidas também motivou a moção 237/2014, proposta por Nilton Freitas (PTB), e que requer à Presidência da República e ao Governo do Estado a criação de uma lei para que seja concedida linha de crédito com juros subsidiados às famílias vítimas da intempérie.
Presidente da Câmara, Freitas argumenta que grande parte da população não dispõe do fundo de garantia para utilizar na aquisição dos materiais de construção e na reposição de móveis e eletrodomésticos danificados. O vereador requer que sejam expeditos decretos determinando aos bancos públicos, financeiras e cooperativas de créditos a cedência do empréstimo aos atingidos.
Outras duas indicações (1.264 e 1.265) seguem a mesma linha. Outra vez Marcius faz pedido às secretarias da Defesa Civil e do Meio Ambiente para que sejam entregues folhas de Eternit também para as micro e pequenas empresas que não conseguiram reparar as suas propriedades. Em sua matéria, Aida Hoffer (PSD) pede maior agilidade na entrega de eternites e lonas por parte do Executivo à população assolada. Ela ressalta os esforços que estão sendo feitos neste sentido, mas reitera que um grande número de pessoas ainda clama por socorro.
Parceria de universidade e Prefeitura para projeto de xadrez nas escolas
Na moção 238, o legislador Professor Domingos (PT) pede a criação de um convênio entre a Prefeitura e o CAV para a efetivação do programa Xadrez na Universidade. O documento é direcionado ao prefeito Elizeu Mattos (PMDB), à Secretaria Municipal de Educação e à Fundação Municipal de Esportes.
Tal ação já é desenvolvida pela pró-reitoria de Extensão do Centro de Ciências Agroveterinárias da Udesc e o Xadrez Clube de Lages, mas o número de bolsistas ainda é reduzido, e a coordenação do programa, chefiado pela professora Maria de Lourdes Borba Magalhães, solicita o custeio de mais estagiários para que este possa ser levado a mais escolas da rede municipal de ensino.
O objetivo é integrar os alunos do município, aproveitando-se dos profissionais treinados e capacitados entre os bolsistas envolvidos para difundir o xadrez nas escolas. O xadrez auxilia na melhora do raciocínio lógico, da concentração e da memória, na tomada de decisões, trabalha a paciência, aumenta a autoconfiança, proporciona respeito ao adversário, instiga a imaginação e a versatilidade, demanda a capacidade de planejamento, o senso de responsabilidade, a integração social, entre outros.
Feira de troca de livros
Sugerida pelo vereador, Elói Bassin, na moção legislativa 234 desta segunda-feira (20), a realização da feira de troca de livros tem como objetivo valorizar o livro como produto de veiculação cultural, visando dinamizar a multiplicidade do seu uso, através do escambo.
“É uma oportunidade para a renovação e atualização do acervo das bibliotecas e dos cidadãos, propiciando o aproveitamento dos livros excedentes (duplicados, no caso das bibliotecas, e lidos, no caso da população), mediante relações de trocas, sendo proibida a comercialização”, explica.
Segundo o documento, a feira deve ser organizada pelo poder público municipal, por intermédio dos órgãos competentes, em parceria com as bibliotecas municipais, estaduais, universitárias e demais instituições e organismos públicos ou privados de interesse cultural, ou para capacitação dos alunos e profissionais do município e região.
A organização se resume em fornecer a infraestrutura, seja por meio de cobertura em lona ou stands individuais, ou em galpões fechados, onde seja possível constar o nome da Biblioteca ou instituição, para dar viabilidade aos participantes do evento, devidamente convidadas e cadastradas, bem como seus respectivos acervos ou projetos de incentivo `a leitura, para conhecimento da população.
A feira de troca de livros colocará a disposição da população todos os tipos de livros e publicações, inclusive histórias em quadrinhos, que estejam em bom estado de conservação e atualização, independente do material do livro ser de pano ou de plástico, no caso dos infantis, também de papel artesanal ou reciclado, desde que obedeçam aos padrões de editoração e publicação, conforme normas da Associação Brasileira de Normas técnicas – ABNT. O dia da Realização dessa feira de troca de livros deverá ser amplamente divulgado.
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