Uma parceria entre a prefeitura e o Centro de Ciências Agroveterinárias (CAV) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) resultou no projeto de extensão para o mapeamento das estradas do interior do município e no geoprocessamento do solo. O projeto está em fase de finalização e na tarde desta terça-feira (20) foi pré-apresentado ao secretário de Agricultura e Pesca, Moisés Savian. O levantamento final dos dados será tornado público em dezembro em um workshop.
O mapeamento servirá como base para o desenvolvimento do Plano Municipal de Desenvolvimento Rural. “Consiste em identificar a utilização do solo e, no ponto de vista de política pública, saberemos o que efetivamente está sendo plantado, para planejarmos sobre o escoamento da produção e outras formas de melhorias dos acessos”, relata Moisés.
A ideia, segundo o secretário, é fazer o estudo de tempos em tempos, para ter uma linha de base, e a partir disso poder averiguar se houve avanço de campo e das plantações. “Futuramente queremos tratar o mapa de aptidão do solo no zoneamento econômico e ecológico para podermos orientar sobre a melhor cultura e atividade, devido a qualidade natural do solo. Esse é só o primeiro passo”, reitera.
Identificando as áreas: Iniciado em março de 2014, o objetivo do projeto era mapear as estradas do interior, cadastrá-las e identificar os trechos críticos, número de pontes e bueiros. Em março deste ano, a partir das imagens de satélite, a equipe passou a classificar o mapeamento sobre o uso do solo. O projeto faz parte do Departamento de Engenharia Florestal do CAV. “Estamos identificando as áreas. Depois faremos a classificação das imagens”, diz o professor Marcos Schimalski.
Lages é o município que apresenta a maior extensão de terras do Estado, sendo que existem mais de 2.600 quilômetros quadrados de terra somente na área rural. Entre os trabalhos do projeto haverá a classificação de mata nativa, floresta plantada, campo, lavouras e água. “Os levantamentos preliminares apontam que o município tem aproximadamente 25.800 hectares de floresta plantada e 77.800 hectares de mata nativa”, explica o professor.
(Foto: Marcio Avila)
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