O Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (Epagri/Cepa) divulgou Boletim Agropecuário com dados da primeira quinzena de outubro que apontam queda no preço da cebola e recuperação dos valores pagos pela maçã e milho. O documento alerta ainda para o perigo da entrada do arroz paraguaio no mercado catarinense.
Cebola: A colheita das variedades precoces de cebola começou no Alto Vale do Itajaí e os produtores estão desanimados pelos baixos preços vigentes no mercado nacional. O clima chuvoso também preocupa, pois causa perdas significativas por doenças que afetam a qualidade e a conservação dos bulbos. Além disso, o solo encharcado restringe operações agrícolas como, pulverizações e colheita.
Segundo o IBGE, neste ano a área cultivada em Santa Catarina é de 20.732ha, 7,4% superior à da safra passada. A expectativa de colheita é de 557.000t e rendimento médio de 26.882kg/ha. Esse aumento de cultivo supre a redução que ocorreu nos estados do Paraná e Rio Grande do Sul. Assim, a projeção é que a safra 2015/16 da Região Sul do Brasil seja de 833.7 mil t, volume levemente superior ao da safra passada. Contudo, as fortes chuvas que castigaram as regiões produtoras no início da primavera, aliadas a problemas mais localizados por queda de granizo, devem causar perdas significativas por bacterioses e dificuldades de colheita e armazenamento, reduzindo consideravelmente a oferta líquida da Região Sul.
Atualmente, o mercado nacional é abastecido por cebolas das regiões Sudeste (MG e SP) e Nordeste (principalmente BA) e de Goiás. Com o aumento da oferta em setembro e a importação excessiva de bulbos de países da União Europeia, os preços despencaram. Após seis meses de carência do produto, com os preços atingindo o recorde de R$4,00/kg para o produtor nos meses de inverno, a queda foi abrupta. Atualmente, os cebolicultores brasileiros recebem menos de R$0,50/kg (classe 3), o que não cobre os custos de produção.
Maçã: Na primeira quinzena de outubro manteve-se a recuperação dos preços, em 4% para a Fuji e 6% para a Gala. Nos últimos 30 dias o preço apresenta tendência de recuperação para as duas cultivares. Os preços médios mensais ao produtor de Santa Catarina em setembro de 2015 foram cerca de 0,2% maiores em relação ao mesmo mês de 2014 e 1,2% maiores em relação a agosto de 2015. No período de entressafra, associado ao aumento das exportações e consequente redução da oferta interna, há pressão de alta nos preços.
Milho: Os preços médios mensais em Santa Catarina no mês de setembro foram 24% maiores em comparação ao mesmo mês de 2014. Isso acontece porque em 2014 a safra foi muito expressiva, resultando em preços menores. Para 2015 o cenário é diferente. A queda na produção que pode ocorrer em decorrência de eventos climáticos causados pelo El Niño e o aumento das exportações motivado pela desvalorização do Real fazem com que os preços apresentem tendência crescente.
Gisele Dias/Assessoria de imprensa Epagri


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