A violência nas escolas, contra alunos e também contra os professores foi o tema debatido na audiência pública, proposta pelo vereador Prof. Domingos, realizada no Plenário nesta quinta-feira (27). Com o Plenário lotado de pais, alunos, educadores e autoridades do assunto, atos como bullying entre os estudantes e agressões morais e físicas contra os professores fizeram partes dos assuntos debatidos.
Antes de se iniciarem os debates, o grupo de teatro “Metabólicos”, composto pelos jovens Rodolfo Felipe Kech e Bruno Beirão, fizeram uma apresentação abordando o tema bullying nas escolas.
O tema, que constantemente vem sendo tratado pela imprensa, revela um clima de tensão que aflige a comunidade escolar em geral, prejudicando o pleno andamento das aulas e refletindo na qualidade do trabalho desenvolvido, em função da situação de risco.
“Precisamos urgentemente caminhar na construção de uma nova cultura de paz. Esta audiência deve nos trazer uma preocupação, mas acima de tudo um compromisso”, destacou Domingos.
O secretário de Assistência Social, José Amarildo Farias, levantou dados sobre a questão do adolescente no município de Lages. Segundo ele, somam hoje 81 jovens adolescentes que cumprem algum tipo de medida socioeducativa, que já vem sendo acompanhados pela secretária, destes 12 estão relacionados à violência nas escolas.
“São dados preocupantes, mas que precisam ser divulgados para que juntos possamos mudar este quadro. Temos o programa Vida Nova do CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social), que também trabalha com esta questão de reeducação destes jovens e reinserção deste adolescente na sociedade”, afirmou Amarildo.
A rede pública de ensino estadual em Lages, conta hoje com 28mil alunos, mesmo com este número considerado de alunos, a Gerente Regional de Educação afirmou que apenas 1% da violência registrada em instituições de ensino partem do aluno dentro da escola. “Os demais alunos são alunos quem vem de uma postura muito boa, não podemos deixar essa imagem de violência dentro da escola se generalizar”, afirmou.
Questionamentos giram em torno de infraestrutura e leis mais rígidas
Pais, diretores, alunos e professores que se manifestaram durante a audiência questionaram sobre segurança, infraestrutura e leis que lhes dê soluções.
“Sou diretora de uma instituição, mas dentro da escola eu exerço muito mais função do que a lei permite. Eu fico no portão da escola na hora da saída, para tentar controlar o vandalismo, porque não temos um policiamento na nossa escola. Precisamos de câmeras de vigilância, precisamos de mais segurança e mais infraestrutura. O bairro Dom Daniel é visto como favela precisamos mudar isto”, afirmou a diretora da Emeb Dom Daniel Ostin e do CEIM Professora Rosiméri Guimarães Lima, Fabiane dos Anjos.
Sobre a criação de uma cultura de não violência que deve ser trabalhada dentro das escolas, foi destacado que é necessário ter estratégia que incentive os alunos a trabalhar isto, sendo proliferadores de paz e boas atitudes nas escolas. Porém muito se falou na questão de se tratar o problema lá fora da instituição, nos fatores externos que estão contribuindo com este aumento de violência dentro da escola, tornando este um problema social.
“Precisamos trabalhar com os fatores sociais e culturais que contribuem para este setor de violência. Precisamos criar uma cultura de segurança, mecanismos que previnam que infrações aconteçam. Precisamos trazer os pais para a conversa e colocar as crianças e adolescentes no esporte, para que tenham uma ocupação”, afirmou Otacílio dos Anjos.
Trabalhar com a prevenção e a família
Para os vereadores tanto a família como a escola podem estabelecer regras para evitar a violência escolar. A família é que tem que estabelecer o que é reprovável e o que é aceitável, em casa e nas relações sociais. Para isso é necessário se trabalhar os cinco eixos, segundo vereador Juliano Polese, família, prevenção, respeito, exemplo e cidadania.
Os vereadores questionaram sobre a implantação da escola em período integral. “Precisamos ocupar os nossos jovens. Uma pesquisa feita no Rio de Janeiro mostrou que sexta, sábado e domingo eram os dias de maior violência dentro da cidade. Por este motivo foram criados para estes dias eventos que ocupassem a vida dos jovens, afastando destas circunstâncias. Precisamos agir da mesma forma, criar políticas públicas que de fato venham beneficiar e contribuir com a sociedade”, afirmou Marcius.
Sobre o bullying, vereador Gerson questionou sobre o tratamento que é dado ao aluno que é alvo desta violência, e sugeriu também a criação de uma escola modelo reproduzindo as outras instituições encima de uma escola padrão.
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