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quarta-feira, 3 de julho de 2013

Moradores das margens do Ponte Grande são orientados

Serão aplicados em torno de R$ 12 milhões por parte do município para indenizações aos atingidos no percurso dos 13 bairros interligados, com traçado de seis quilômetros, começando pelo Guarujá e chegando ao Caça e Tiro
São 200 as residências de alvenaria que serão construídas para abrigar as famílias que atualmente ocupam o espaço destinado às obras da avenida Ponte Grande, em Lages, e que precisarão ser realocadas devido à necessidade de desocupação. Os imóveis, que serão construídos na avenida Marechal Olímpio da Cunha, no bairro Várzea, formatando o conjunto habitacional Empreendimento Ferrovia, contam com 42 metros quadrados cada um, situados em um lote de 240 metros quadrados cada. A área total do terreno compreende 33 mil metros quadrados. “A residência será dividida em cinco cômodos: cozinha, banheiro, sala e dois quartos. Os moradores terão direito à ampliação”, afirmou o secretário da Habitação, Ivan Magaldi Júnior.
O secretário, acompanhado por assistentes, está visitando os habitantes do entorno da futura obra, no bairro Várzea, mais precisamente às margens do rio Ponte Grande, para oferecer os esclarecimentos e avisar dos benefícios concedidos aos cidadãos. Entre a manhã e a tarde desta terça-feira (2) foram abordadas cerca de 30 famílias, de acordo com um cadastramento e mapeamento da Secretaria do Planejamento, dividido por trechos numerados. “Ninguém ficará desamparado. Obviamente, o morador, quando sair, poderá levar todos os seus pertences. O município apenas pretende seguir seu planejamento das obras e deixar os habitantes em local seguro e que estejam satisfeitos”, aponta Magaldi.
Ele frisa que as casas serão construídas dentro do prazo de conclusão da obra, de 1,5 ano a dois anos. “Enquanto isso, os moradores irão usufruir de um aluguel social que a prefeitura irá custear, no valor máximo de R$ 370,00 mensais. Haverá um contrato entre as partes para assegurar os direitos dos moradores. As famílias poderão escolher qualquer lugar, desde que não seja área verde, de risco, ou hotéis”, lembra Magaldi.

Indústrias e comércios dependem de avaliação minuciosa

 
No caso dos empreendimentos que visam lucro, como indústrias e pontos comerciais, pode haver outra alternativa: a indenização de acordo com regularidade de instalação e posterior avaliação financeira do imóvel paralela ao valor de mercado. Mas cada caso deverá ser minuciosamente analisado, levando-se em consideração as suas particularidades, segundo o secretário da Habitação, Ivan Magaldi Júnior.
As obras da avenida Ponte Grande, entre recursos federais e municipais, terá um custo de R$ 57 milhões, além de aproximadamente R$ 12 milhões para realocação das famílias atingidas (recursos do Programa Minha Casa, Minha Vida) e em torno de R$ 12 milhões de custeio por parte do município para indenizações aos atingidos no percurso dos 13 bairros interligados, com traçado de seis quilômetros, começando pelo Guarujá e chegando ao Caça e Tiro, abrangendo, também, Gethal, São Miguel, Caravággio, Popular, Várzea, Ferrovia, Habitação, Jardim Cepar, Santa Maria, São Sebastião e Dom Daniel.

Moradores opinam sobre as mudanças

 
Claudete Ferreira dos Santos, 37 anos, do lar, está separada e mora com os ex-sogros e os cinco filhos bem próximo à margem do rio. Ela avaliou a importância das explicações e defendeu que o ideal seria a locação de um imóvel perto da casa atual, em seu caso. “Eu tenho uma cunhada que sofreu AVC (Acidente Vascular Cerebral) e ficou com sequelas. Eu que dou banho nela, troco fraldas. Não vou deixar de atendê-la. Perante o Ministério Público, sou a responsável por ela. Por isso, irei procurar um local nas redondezas para ficar perto dela, que está em local seguro e não será atingida pelas obras”, conta.
Já o pedreiro Arcelino Rodrigues da Luz, 66 anos, ouviu todas as abordagens da equipe da Habitação e espera a locação como uma medida provisória. “Aceitarei a nova casa com o conforto e espaço que tenho hoje em dia na minha residência. Nada é melhor do que morar em um lugar definitivo, nosso”, analisa.

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